quarta-feira, 27 de abril de 2016

Relação de Rodas de TCI


Paz e Bem a Todos e Todas!

Caso deseje saber sobre as rodas de TCI em funcionamento, pedimos que faça a solicitação por telefone ou pelo e-mail para que encaminhemos a relação prontamente.


(61) 3347-8563
(61) 9651-2782 (WhatsApp)
mismecdf.secretaria@gmail.com


XXII Curso de Terapia Comunitária Integrativa





Estão abertas as inscrições para o XXII Curso de Terapia Comunitária Integrativa, com início das atividades no dia 19/05/2016. 
Venha aprender a metodologia da TCI para trabalho em grupo!

Inscrições nos contatos:

(61) 3347-8563
(61) 9651-2782 (WhatsApp)
mismecdf.secretaria@gmail.com




terça-feira, 15 de março de 2016

Qual o papel da música nas rodas de terapira comunitária?

Qual o papel da música nas rodas de terapira comunitária? A terapeuta Pedrita explica como em um vídeo da corrente #ATeiaTece!

terça-feira, 8 de março de 2016

RODA TEMÁTICA PARA ENCONTROS PEDAGÓGICOS - APONTANDO CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE


 

- DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA O SUCESSO ESCOLAR.

TEMAS: COMO POSSO CONTRIBUIR PARA UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE?

 
 
 
 
 

DIA 08 DE MARÇO - DATA DE ANIVERSARIO DO MISMECDF



MOVIMENTO INTEGRADO DE SAÚDE COMUNITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL - MISMECDF
 
 
QUEM SOMOS

O MISMECDF é uma instituição não governamental criada em 2002

MISSÃO

Contribuir para a construção de redes solidárias que promovam o fortalecimento da cidadania ativa e autonomia de pessoas e comunidades.

VISÃO

Ser uma instituição sustentável, atuando em parceria com a sociedade civil e o poder público na construção de redes solidárias, visando a inclusão social, resiliência e cidadania ativa.

O MISMECDF vem desenvolvendo a Terapia Comunitária Integrativa (TCI) no Distrito Federal, outros estados brasileiros e em alguns países, como Moçambique, França e Alemanha.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

1. Capacitou mais de 1.200 pessoas para desenvolver essa metodologia no DF.

 2. Participou da Implantação da TCI no Programa de Saúde da Família do Ministério da Saúde em 2008/2010 como parceiro da Rede de Pólos Formadores de Terapia Comunitária, coordenada pela ABRATECOM (Associação Brasileira de Terapia Comunitária).

3. Participou do Programa Jovem de Expressão, no período de 2007 a 2010, em parceria com a Caixa Seguros e Grupo Cultural Azulim.

4. Realizou o Projeto Arte e Cidadania, em parceria com a ONG Paranoarte. Este Projeto atuou em 20 grupos de artesanato em dez Regiões Administrativas do Distrito Federal.

5. Contribui para a implantação de Pólos Formadores de TCI em outros estados brasileiros, através de apoio pedagógico e realização da primeira turma de terapeutas comunitários.

MARCO REFERENCIAL

O MISMECDF a partir da sua experiência com metodologias para promoção da saúde integral desenvolveu o Marco Referencial  Desenvolvimento Comunitário Centrado na Saúde Integral - DCCSI, entendendo saúde de maneira integral, como promoção da resiliência, a nível individual e estimulando estilos de vida saudáveis para todas as classes sociais e faixas etárias. O DCCSI se sustenta por meio de três estratégias:

  • a) Promoção da resiliência pessoal e comunitária
  • b) Formação de Redes Solidárias 
  • c) Apoio a projetos gerados por Grupos de Ação Voluntária, que nascem do processo de formação de pessoas em tecnologias sociais exclusivas da instituição.

A Saúde Integral Comunitária é uma conquista das pessoas que individualmente ou em grupo, são empoderadas para buscar soluções sustentáveis para seus problemas e alcançar a qualidade de vida.

O DCCS incorpora também um componente de apoio à construção participativa de projetos de desenvolvimento comunitário onde os usuários que passam pelo processo de fortalecimento de vínculos solidários, são estimulados a elaborarem propostas de ação de desenvolvimento local.

O MISMEC-DF realiza:

  • Formação em Terapia Comunitária Integrativa

A Terapia Comunitária e suas ações complementares incentiva a corresponsabilidade na busca de novas alternativas e promove mudanças fundamentadas em três atitudes básicas: acolhimento, formação de vínculos e fortalecimento das pessoas. Parte do princípio de que a vida em grupo depende do que é comum, das linguagens, dos costumes, a maneira de viver e os métodos de enfrentamento dos problemas e resgate dos valores culturais

  • Workshop Cuidando do Cuidador – Técnicas de resgate da autoestima

·         O Cuidando do Cuidador é um trabalho vivencial pautado em técnicas de resgate da autoestima, que objetiva: reacender as potencialidades positivas; estimular a autotransformação pessoal; favorecer a harmonia dos grupos; propiciar o crescimento, a alegria e o prazer das atividades desenvolvidas.

 
  • Mediação de Conflitos
 
TERAPIA COMUNITÁRIA NA ESCOLA

      A partir de parcerias estabelecidas com as escolas a equipe MISMECDF realiza rodas de TCI
 

TERAPIA COMUNITÁRIA COM FAMÍLIAS

      Espaço de crescimento e troca de experiências, onde famílias e comunidade fortalecem os vínculos, e resgatam a auto-estima através da fala e da escuta.


TERAPIA COMUNITÁRIA COM JOVENS
         Atividade que oferece aos jovens a possibilidade de falarem sobre suas inquietações, anseios, sonhos, dúvidas favorecendo o despertar da autoestima, o fortalecimento dos vínculos, a formação de redes solidárias da juventude e o despertar do pensamento crítico acerca da realidade em que vivem.
 
 
CINEMA E EXPRESSÃO

·         Oportunizar ampliação do acesso à cultura.

      Usando recursos da Terapia Comunitária a atividade favorece um espaço onde os jovens possam, em grupo, refletir e discutir sobre diversos temas que possibilitem o despertar da solidariedade e do pensamento crítico.

 
PROJETO SEXUALIDADE

 
      Possibilitar aos jovens um espaço para a construção de uma vida sexual saudável, por meio da reflexão, discussão e troca de experiências.

      Reforçar a autoestima para que eles tomem decisões mais seguras e saudáveis;

      Promover discussões sobre a prevenção das DSTs e da AIDS.

 

ENCONTROS TEMÁTICOS

      Encontros que têm por objetivo ampliar os conhecimentos, atitudes e práticas positivas em relação a diversos temas, como meio ambiente, cultura, cidadania, violência, drogas, dentre outros.

 

OFERECEMOS CURSO TEÓRICO/VIVENCIAL E PRÁTICO de CAPACITAÇÃO TODOS OS ANOS À PARTIR DO PRIMEIRO TRIMESTRE, NO FORMATO MODULAR.

 

DIA 08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Dia Internacional da Mulher

É sempre bom entendermos a história do Dia Internacional da Mulher, seu significado, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher no mundo.

Um pouco da história: No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
 
Qual objetivo da Data 
 
Ao ser criada esta data, pretendia-se discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço foi para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de  trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
 
Conquistas das Mulheres Brasileiras
 
Dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo
 
 
- No Brasil, comemoramos em 30 de abril o Dia Nacional da Mulher.
 

WORKSHOP “CUIDANDO DO CUIDADOR”

 
 
                               WORKSHOP “CUIDANDO DO CUIDADOR”
 (técnicas de resgate da autoestima) 
“Todo sofrimento é uma construção humana, compreender que cada um de nós detém a chave do seu sucesso e do seu fracasso é um passo importante para livrarmos de um sentimento de impotência diante de acontecimentos produtores de sofrimentos. A autoestima é a chave que nos possibilita sair dessas situações, aparentemente sem soluções. Quando passamos a acreditar em nós, somos conduzidos à felicidade”. (manual do Cuidando Cuidador)
O Movimento Integrado de Saúde Comunitária - MISMEC-DF oferece a proposta do workshop CUIDANDO DO CUIDADOR - RESGATE DA AUTOESTIMA para terapeutas comunitários, empresas, entidades associativas, profissionais ou a quem se interessar por um trabalho de autoconhecimento e resgate da autoestima.
OBJETIVO

• Capacitar agentes multiplicadores das áreas da saúde, saúde mental, educação, sociais, das artes, lideranças comunitárias e religiosas para atuarem nas suas comunidades e instituições, na perspectiva do reforço da autoestima, pela valorização do autoconhecimento como recurso de transformação pessoal e social.
• Promover a saúde e a qualidade emocional dos cuidadores; articular o potencial humano e cultural com o conhecimento técnico-científico possibilitando a ampliação do campo de intervenção. Cuidar de quem cuida para cuidar melhor.
A QUEM SE DESTINA?
A todos os cuidadores – Cuidador é aquele que cuida de alguém, seja de um familiar, de um amigo, de uma comunidade, de uma rede de saúde, de crianças em rede de educação, Terapeutas comunitários, profissionais da área de saúde, psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, educadores, lideranças comunitárias, religiosos e cuidadores.
O ato de cuidar requer imaginar, pensar, meditar, prever e programar todas as suas tarefas. Quem se cuida, pode cuidar melhor do outro. Aquele que nunca foi bem cuidado - ou não se cuida, poderá ter maior dificuldade em encontrar a melhor maneira de cuidar do outro.
BENEFÍCIOS

Baseada na afirmação de que o corpo vive, registra, reage e revela a história individual, a leitura corporal relaciona a forma e funcionalidade do corpo, os traços fisionômicos, as posturas, as sensações e os sintomas físicos aos conteúdos mentais e às particularidades comportamentais e estabelece um paralelo entre a linguagem do corpo, o estado de saúde, as disfunções orgânicas e autoconhecimento. A experiência vivida e sentida não é esquecida, fica registrada nas nossas células.
Nosso trabalho envolve uma parte teórica e outra prática, com exercícios vivenciais-psicocorporais que podem permitir aos cuidadores participantes sentir seus próprios sentimentos, olhar para si, expressar seus sentimentos e emoções;
• Parar, pensar, refletir e decidir a sua postura profissional de cuidador;
• Libertar-se de posturas - como fuga, resistência, tendência a culpar o outro pelos seus insucessos;
• Sentir-se merecedor de viver com saúde e qualidade de vida;
• Melhorar a criatividade, a produtividade, os relacionamentos interpessoais e desenvolver a coerência interna e externa entre suas crenças e suas práticas;
• Melhora a relação interpessoal e profissional dentro das instituições;
• Aumentar, sobretudo, a autoestima.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

• Refletindo os seis pilares da autoestima;
• Trabalhando o estresse e tensões;
• Trabalhando o centramento corpo/mente;
• Trabalhando as preocupações da mente;
• Trabalhando a raiva e o perdão;
• Resgatando a criança interior;
• Trabalhando a integração do masculino com o feminino;
• Grupos de discussão e reflexão.
 
 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A mudança na vida da psicologa Doralice Gomes no curso de formação em TCI

A TCI representa mudança na vida de muita gente. Esse foi o caso da psicologa Doralice Gomes. Ela falou com nossa equipe sobre a experiência com a terapia comunitária. Além disso ressaltou a importância de fazer o curso de formação oferecido pelo Mismec-DF. Assista:

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O que acontece nas terapias comunitárias? Saiba agora com Regina Melo


Você que ainda não participou de uma roda de terapia comunitária talvez tenha curiosidade de saber o que acontece durante e depois. A Regina Melo, terapeuta comunitária, explica pra gente como elas funcionam. Assista!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS: (RE) PENSAR OS DIREITOS HUMANOS A PARTIR DA LUTA DAS PESSOAS TRANS - POR: LOURIVAL DE CARVALHO

 
 
                                                                                                                          imagem internet





                                                                                                     imagem: Lourival de Carvalho
 
 
Dia Nacional da Visibilidade Trans: (re)pensar os direitos humanos a partir da luta das pessoas trans
Por Lourival de Carvalho*
O dia 29 de janeiro ficou marcado como o Dia Nacional da Visibilidade de Travestis, Transexuais e Transgêneros. A data representa um marco importante na luta pela conquistas de novos direitos. Infelizmente, não há o que comemorar. É importante destacar que o Brasil é o país recordista mundial com maior número de assassinatos de travestis e transexuais. Esse grupo social está alijado dos espaços públicos e têm os seus direitos sistematicamente negados, tais como os direitos à educação, à saúde, ao trabalho e, inclusive, à vida. Nesse sentido, a categoria transfobia representa a especificidade da violência e negação de direitos que acometem essa população.
 
“Quantas travestis você conhece?”
 
            Nos últimos dias, o projeto que visa garantir a preparação de travestis e outras pessoas em situação de vulnerabilidade social e preconceito de gênero, conhecido como PreparaNEM (RJ), lançou a campanha com as seguintes questões:  Quantas travestis você conhece? Quantas travestis, chefas de Estado, você conhece? Quantos homens trans, professores, você conhece? Quantas travestis, que trabalham na TV, você conhece? Quantas travestis você vê quando vai ao cinema e ao teatro? Quantas travestis são ou foram sua colega de classe na faculdade? Quantas travestis, vítima de chacotas, você já defendeu? E quantas vezes você riu? Quantas pessoas trans frequentam a sua casa? Quantas pessoas trans vocês convidam para os seus momentos familiares?
            Cabe destacar que a expectativa de vida de uma travesti ou mulher transexual brasileira é baixíssima, estimada em torno dos 35 anos, enquanto que, em média, a expectativa de vida da população brasileira é de 74,6 anos, segundo os dados do Instituto Brasileiro Geográfico de Estatística - IBGE (2014). Dentro desse contexto, incorpora-se ao direito penal, cada vez mais, a categoria do transfeminicídio, que qualifica os crimes de homicídio que guardam razões contra a condição das identidades de gênero das pessoas trans.
 
(Re)pensar os direitos humanos a partir das demandas das pessoas trans
 
Considerando esta contextualização violenta, a ocupação do espaço público pelas pessoas trans representa um desafio cotidiano. Segundo Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, as travestis e as mulheres transexuais representam o maior recorte de vítimas dessa violência, correspondendo a 51,68% entre as vítimas.
É importante destacar que a transfobia institucional é um dos aspectos de exclusão. Negar o direito à retificação do nome civil, por exemplo, é uma manifestação da transfobia impulsionada pelo próprio Estado, na medida em que o nome, como um direito humano, não pode ser fonte de sofrimento e alijamento dessa população dos espaços públicos.
No que se refere aos direitos humanos, um importante teórico da área, Joaquin Herrera Flores (2009), enfatiza que o direito não vai surgir, nem funcionar, por si só. Portanto, apesar da Constituição Federal de 1988 “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” (art.5, caput), o funcionamento desses direitos ainda estão distantes da realidade das pessoas trans.
            Os Princípios de Yogyakarta, que trata da aplicação da legislação internacional de direitos humanos em relação à orientação sexual e identidade de gênero, afirma, em seu Princípio 1, que: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Todos os direitos humanos são universais, interdependentes, indivisíveis e inter-relacionados. A orientação sexual1) e a identidade de gênero2) são essenciais para a dignidade e humanidade de cada pessoa e não devem ser motivo de discriminação ou abuso”.
                Assim, no que se refere aos direitos humanos, compreende-se que estes não são um dado, na medida em que “falar de direitos humanos é falar da abertura de ‘processos de luta pela dignidade humana’”(HERRERA FLORES, 2009).
 
Poesia e Resistência em Marcelo Caetano
 
O jovem Marcelo Caetano Zoby, de 25 anos, é graduado em Ciência Política pela Universidade de Brasília – UnB e, atualmente, mestrando em direito pela mesma instituição. É poeta e militante de direitos humanos e sexuais e, como ele próprio afirma, é “pretensamente revolucionário; tecnologicamente homem. Feminista por contingência; amigo por questão de sobrevivência.
A trajetória de vida de Marcelo também virou tema do documentário Eu te desafio a me amar, cujo título também se encontra marcado em seu antebraço.
Em 2012, o caso de Marcelo Caetano teve impacto na mídia brasiliense e nacional ser anunciado que, pela primeira vez, um estudante transexual teria o seu nome social reconhecimento na Universidade de Brasília - UnB. À época, o então reitor, Prof. José Geraldo de Sousa Jr., em nota pública, expressou o seu apoio ao reconhecimento, ato este considerado histórico para a universidade.
Através da poesia, ele expressa as suas vivências e reflexões quando problematiza no poema “o que é o corpo?” que
(...)“o corpo é um juiz e senhor. é defesa e acusação”. Por outro lado, expõe que “meu corpo é um campo de batalha. minha carne, insistência. de minha pele fiz cicatriz. de minha alma, resistência”.(...)
 A luta pelo reconhecimento do direito ao nome das pessoas trans na UnB ilustra uma trajetória que desenvolveu processos importantes na construção de novos direitos a partir da experiência transexual e do debate raça. Para ele, a poesia é uma ferramenta que ganha forma de arma e, como ele próprio define, é “um grito de resistência para não ser eliminado”.
 
Kátia Tapety: travesti idosa no cinema e na política
Outro caso emblemático é referente à travesti piauiense Kátia Tapety, de 66 anos. Ela também ocupou as manchetes dos principais meios de comunicação do país quando anunciaram a estreia do documentário sobre a primeira vereadora travesti do Brasil. “Kátya, o filme” foi exibido em exposições de direitos humanos dentro e fora do país.
O documentário relata a história de Kátia Tapety, travesti negra piauiense, eleita por quatro vezes para os cargos de vereadora e vice-prefeita da cidade de Colônia do Piauí, que fica a 600 km de Teresina, capital do Estado do Piauí.
O caso de Kátia traz algumas particularidades por ser idosa e ter sido eleita em um Estado considerado, pelo senso comum, hostil à diversidade em relação aos grandes centros do país.
O estudioso Pedro Paulo Antunes (2010), doutor em Psicologia Social pela PUC/SP, em sua tese, questiona: travestis envelhecem? Para ele, em virtude da baixa expectativa de vida dessa população, as que conseguem chegar à velhice são consideradas verdadeiras sobreviventes.
É importante refletir sobre como a ausência de políticas públicas no que se refere às pessoas trans. A temática da diversidade sexual e de gênero está contida na agenda mundial de direitos humanos e, portanto, é central para a efetivação dos mesmos.
 
** Lourival de Carvalho atua como assessor jurídico do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra Pessoa Idosa – NEVPI (DF), promovido pela União Planetária em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; também é mestrando em Direitos Humanos e Cidadania na Universidade de Brasília (UnB); Contato: lourivaldecarvalho@gmail.com
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BENTO, Berenice. A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. (1988), Brasília, DF, 1988.
CAETANO, Marcelo. “MARCELO CAETANO, blogando sobre tudo que cruza as fronteiras”. Disponível em: <https://marcelocaetanocz.wordpress.com/>. Acesso em 10 de dezembro de 2015.
HERRERA FLORES, Joaquín. A (re)invenção dos direitos humanos. Tra. Carlos Roberto Diogo Garcia; Antônio Henrique Graciano Suxberger; Jefferson Aparecido Dias. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2009.
JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos / Jaqueline Gomes de Jesus. Brasília, 2012. Este e-book está disponível nestes sites (pesquise pelo título do livro e/ou nome da autora):  http://issuu.com.
LUCON, Neto. “Expectativa de Vida de travestis é de 35 anos, mas deve aumentar, afirma psicólogo social”. Disponível em: < http://www.nlucon.com/2015/02/expectativa-de-vida-de-travestis-e-de.html>. Acesso em 10 de dezembro de 2015.
SOUSA Jr., José Geraldo. Carta Histórica do Reitor da UnB: Pelos Direitos Trans. Jaqueline Gomes, de 27 de julho 2012. Disponível em: <http://jaquejesus.blogspot.com.br/2012/07/carta-historica-do-reitor-da-unb-pelos.html.>. Acesso em 10 de dezembro de 2015.
TE DESAFIO a me amar, Eu. Direção: Maíra Valério e Marina Bártholo. Local:  Brasília(DF), Centro Universitário de Brasília IESB, 2012. O documentário “Eu te desafio a me amar” está disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=ctuUqzZEZKs>. Acessado em 20 de dezembro de 2015.