MISMECDF recomenda!!!
Este espaço foi aberto para troca de idéias e de reflexões sobre todos os aspectos relacionados ao ser humano: suas idéias, seus objetivos, suas concepções, seus sonhos. Também abordaremos temas referentes e Terapia Comunitária Integrativa. Teremos o prazer de receber suas opiniões, no email mismecdf.secretaria@gmail.com
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
quinta-feira, 15 de março de 2018
Informamos a todos, que as inscrições, para a Turma XXV do Curso de Capacitação em Terapia Comunitária Integrativa - TCI, estão encerradas!!!
Amanhã (16/03/2018) às 18h, teremos a Aula Inaugural do curso para os alunos matriculados.
Informamos também, que estamos estudando a possibilidade de abertura de nova turma.
Em caso de dúvidas, entre em contato conosco:
NOSSO ENDEREÇO:
SEPS 705/905, Conjunto B, Loja 9, Ed. Empresarial - Asa Sul - BRASÍLIA - DF
CEP: 70.390 - 055
TELEFONES PARA CONTATO:
(61) 3347-8563 (61) 9651-2782 (VIVO)
"Quando a boca cala, os órgãos falam.
Quando a boca fala, os órgãos saram."
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
CURSO DE CAPACITAÇÃO EM TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA - 2018
Estão abertas as inscrições para Capacitação em Terapia Comunitária Integrativa - TCI!!!
Faça sua inscrição em:
https://goo.gl/forms/tPE7EWrHJ6dkCBIw1
Em caso de dúvidas, entre em contato conosco:
NOSSO ENDEREÇO:
SEPS 705/905, Conjunto B, Loja 9, Ed. Empresarial - Asa Sul - BRASÍLIA - DF
CEP: 70.390 - 055
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
segunda-feira, 17 de julho de 2017
WORKSHOP de TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA em parceria com o INSTITUTO LINA GALVANI
O MISMEC-DF realizou em São Paulo workshop de Terapia Comunitária Integrativa, fruto da parceria com o Instituto Lina Galvani. Trabalho realizado pelas terapeutas comunitárias Helenice Figueiredo e Regina Melo.
O Instituto Lina Galvani tem como linha de trabalho evidenciar o
potencial dos atores locais, para que percebam o seu papel no
desenvolvimento da comunidade. Por isso, ao invés de fazer pelo outro,
tem como princípio fazer com o outro, visando à autonomia e ao
fortalecimento local, guiando o processo de crescimento de maneira
singular, desenvolvendo projetos que levam em conta as demandas,
respeitando as características específicas de cada região.
http://www.linagalvani.org.br/
http://www.linagalvani.org.br/
EQUIPE LINA GALVANI
DINÂMICA DA LAURA - Sobre PFREIRE
VIVENCIA CENTRAMENTO - AQUECIMENTO
HP - LP
CERTIFICAÇÃO
INTEGRAÇÃO
Agradecemos a todos que participaram e contribuíram para o sucesso do workshop.
"Obrigada ao MISMEC-DF por aceitar o desafio e abrir espaço para que mais pessoas pudessem conhecer a TCI e sua força". Cecília Galvani
"Foi um lindo trabalho com pessoas maravilhosas! Agradeço e parabenizo o Instituto Lina Galvani pela possibilidade, e a minha amiga Helenice Figueiredo pelo compromisso, coragem e companheirismo!
" Regina Melo
quarta-feira, 24 de maio de 2017
PROGRAMA JOVEM DE EXPRESSÃO - FALA JOVEM!!
O QUE É???
Instituto CAIXA SEGURADORA
O Instituto tem o compromisso de alinhar seu portfólio de investimentos socioambientais aos propósitos corporativos e fortalecer a presença da Caixa Seguradora nos ciclos de conquistas dos jovens brasileiros. Realiza pesquisa, desenvolve programas para promover a sustentabilidade, a inteligência financeira, soluções coletivas e gerar ambientes favoráveis para a inovação.
O Instituto tem a vocação de incluir a juventude de territórios vulneráveis nesse mercado porque já identificou o grande capital social e a capacidade criativa e produtiva desse segmento populacional. Dessa forma, oferece oportunidade de qualificação, cria redes de colaboração e incentivar o empreendedorismo.
O Instituto tem o compromisso de alinhar seu portfólio de investimentos socioambientais aos propósitos corporativos e fortalecer a presença da Caixa Seguradora nos ciclos de conquistas dos jovens brasileiros. Realiza pesquisa, desenvolve programas para promover a sustentabilidade, a inteligência financeira, soluções coletivas e gerar ambientes favoráveis para a inovação.
O Instituto tem a vocação de incluir a juventude de territórios vulneráveis nesse mercado porque já identificou o grande capital social e a capacidade criativa e produtiva desse segmento populacional. Dessa forma, oferece oportunidade de qualificação, cria redes de colaboração e incentivar o empreendedorismo.
JOVEM DE EXPRESSÃO
O Programa Jovem de Expressão foi criado em 2007, a partir de uma pesquisa que demonstrou como a violência afeta a juventude. Sua tecnologia social uniu a promoção da saúde ao potencial criativo de jovens entre 18 e 29 anos e sua capacidade única de gerar respostas. O programa trabalha para evidenciar a inteligência advinda dos movimentos culturais da juventude e suas formas de convivências e transformações no mundo contemporâneo. As expressões culturais e de identidades são fundamentais para entender o papel da juventude nas transformações de consumo, produção e de novos arranjos produtivos. Dessa forma nosso papel é criar espaços, facilitar a colaboração e apoiar a geração de autonomia entre os jovens.
O Programa Jovem de Expressão foi criado em 2007, a partir de uma pesquisa que demonstrou como a violência afeta a juventude. Sua tecnologia social uniu a promoção da saúde ao potencial criativo de jovens entre 18 e 29 anos e sua capacidade única de gerar respostas. O programa trabalha para evidenciar a inteligência advinda dos movimentos culturais da juventude e suas formas de convivências e transformações no mundo contemporâneo. As expressões culturais e de identidades são fundamentais para entender o papel da juventude nas transformações de consumo, produção e de novos arranjos produtivos. Dessa forma nosso papel é criar espaços, facilitar a colaboração e apoiar a geração de autonomia entre os jovens.
FALA JOVEM
O Fala Jovem é um espaço de expressão e debate dirigido aos participantes do Jovem de Expressão. É um momento em que os integrantes do programa param para falar e ouvir. São espaços livres de estereótipos, julgamentos ou segregações, onde ele pode se expressar sem se sentir coagido, pressionado ou condenado. As rodas de conversa são realizadas periodicamente durante as oficinas.
RUAS
Para promover a transformação social da juventude que vive nas periferias do Distrito Federal foi criada a R.U.A.S – Rede Urbana de Ações Socioculturais, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). A R.U.A.S acredita que a mudança no meio social em que o jovem está inserido é possível somente a partir da ocupação dos espaços públicos para a prática de atividades saudáveis e lúdicas, das manifestações artísticas, da cultura urbana, música, dança, esportes, educação, comunicação comunitária, empreendedorismo social. Sendo os jovens o futuro do país, é fundamental pensar e discutir políticas públicas que assegurem direitos, atendam às necessidades, promovam possibilidades e ofereçam subsídios para a juventude se expressar, experimentar, aprender e desenvolver todo o potencial que possui. A R.U.A.S defende que a rua é, sim, um local de vivência, convivência e permanência saudável, por isso procura extrair o que de melhor e positivo ela tem a oferecer.
A Rede respeita o jovem e o vê como um cidadão em formação que pode e deve emergir como agente de direito, forte, ativo, que precisa ser incluído no meio social. Não a partir de assistencialismo, somente, mas da equidade de gênero e de oportunidades, de liberdade, equilíbrio e justiça social. Partindo desta concepção e premissa, promove o empoderamento juvenil, unindo trabalho social de base e produção de eventos com foco na cultura urbana.
Para promover a transformação social da juventude que vive nas periferias do Distrito Federal foi criada a R.U.A.S – Rede Urbana de Ações Socioculturais, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). A R.U.A.S acredita que a mudança no meio social em que o jovem está inserido é possível somente a partir da ocupação dos espaços públicos para a prática de atividades saudáveis e lúdicas, das manifestações artísticas, da cultura urbana, música, dança, esportes, educação, comunicação comunitária, empreendedorismo social. Sendo os jovens o futuro do país, é fundamental pensar e discutir políticas públicas que assegurem direitos, atendam às necessidades, promovam possibilidades e ofereçam subsídios para a juventude se expressar, experimentar, aprender e desenvolver todo o potencial que possui. A R.U.A.S defende que a rua é, sim, um local de vivência, convivência e permanência saudável, por isso procura extrair o que de melhor e positivo ela tem a oferecer.
A Rede respeita o jovem e o vê como um cidadão em formação que pode e deve emergir como agente de direito, forte, ativo, que precisa ser incluído no meio social. Não a partir de assistencialismo, somente, mas da equidade de gênero e de oportunidades, de liberdade, equilíbrio e justiça social. Partindo desta concepção e premissa, promove o empoderamento juvenil, unindo trabalho social de base e produção de eventos com foco na cultura urbana.
Oficina de cuidados e Terapia Comunitária com a equipe de educadores do
Programa Jovem de Expressão, preparando para o próximo ciclo de
atividades do Programa que começa esse mês.
Aula inaugural - 15 de maio
oficinas ano 2017
domingo, 30 de abril de 2017
PODER É A CAPACIDADE DE INFLUENCIAR POR MARIA EMÍLIA BOTTINI
PODER É A CAPACIDADE DE INFLUENCIAR
Maria Emília Bottini[i]
Reencontrei, após longos trinta e tantos anos, a Professora Noeli Gomes dos Santos, mestra nos idos da adolescência lá no Erechim (RS). Meu Ensino Médio foi no Instituto Barão do Rio Branco, uma escola anglicana. Essa escola hoje segue firme e forte com seus valores e com qualidade na educação, algo raro nos atuais dias de um país que ainda mantem índices sofríveis de analfabetismo e má educação.
A Professora Noeli era esposa do reverendo Almir da igreja Anglicana que está localizada ao lado da escola. Meu curso foi técnico em contabilidade, uma escolha justificada pelo medo de não poder continuar estudando ou mesmo não fazer faculdade, pois as condições econômicas da minha família não eram das melhores. O curso técnico me traria uma profissão e o sustento na fase adulta. Não sou boa em matemática, mas aprendi muito e fui até o final.
Fui aluna da Professora Noeli tão somente um ano, talvez um semestre, mas suas aulas tinham o propósito de nos fazer pensar; ela nos provocava fazendo perguntas inteligentes, ouvíamos músicas como: Pra não dizer que não falei das flores, Canção da América, Horizontes, Coração de estudante entre outras. Líamos textos de Frei Beto, Rubem Alves e Leonardo Boff.
Eu fazia capa para os trabalhos que lhe entregava. Um deles foi sobre menores abandonados, esse marcou na memória do vivido. Sempre gostei de arte, lembro de coletar uma imagem de um garoto dormindo envolto em papelões, provavelmente no frio da capital gaúcha. Ao redor desta imagem colei vários rostos humanos, os picotei com as mãos, não usei tesoura. Não lembro o que desejava com tal imagem, mas rememorando me dou conta de que em mim já morava a crítica social que me acompanha até hoje.
Passaram-se longos anos desde então e ainda em nossas cidades brasileiras, crianças, adolescentes, adultos e velhos vivem nas ruas e muitos rostos a olhar a cena, assim como a imagem denunciava. Parece-me que algumas coisas se perpetuam e por vezes sem solução a curto prazo, talvez nem a longo. A música “Jornais” do grupo gaúcho Nenhum de Nós, denuncia “A calçada não é casa, não é lar, não é nada...Nada mais do que um caminho que se passa. A calçada não é cama não é berço não é nada”.
Era apenas a capa do trabalho, mas era muito mais que isso. Era minha forma de enxergar as coisas que estavam sendo trabalhadas nas aulas da professora que nos fazia refletir para além da disciplina de religião que sempre foi ecumênica, ou mesmo nos fazia discutir sobre problemas do Brasil com Organização Social e Política do Brasil (OSPB).
Depois da formatura, não a vi mais, soube que tinha se mudado para Brasília. Dia desses tentei encontrá-la. A reencontrei rapidamente nas redes sociais e em seguida pessoalmente, já não mora na capital, mas sim próximo dela.
Nosso abraço foi longo e demorado, nossa conversa ainda precisa de muitas horas para colocar em ordem o lapso de tempo que nos separou.
O que fica é a certeza de que um bom professor faz a diferença na vida de um aluno, o marca de forma positiva com seu exemplo, com sua trajetória e forma de pensar.
Noeli fez a diferença na minha vida, pois ao me ensinar pensar abriu possibilidades para que eu pudesse pensar meus próprios pensamentos e fazer meus próprios voos.
Gratidão é o meu sentimento por nossos caminhos terem se cruzado novamente.
Sigamos nossos aprendizados agora não mais como aluna e professora, mas na condição de amigas, que muitas lições pode nos ensinar, se desejarmos aprender.
[i]Psicóloga da Clínica Ser
Mestre em Educação pela Universidade de Passo Fundo (UPF)
Doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB)
Autora do livro No cinema e na vida: a difícil arte de aprender a morrer
segunda-feira, 10 de abril de 2017
RODA DE TCI NO O PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE
O PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA DO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE, PROMOVE A CAMPANHA ABRIL VERDE, MÊS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES E DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO.
NA PROGRAMAÇÃO DO EVENTO, FOI INCLUIDA A TERAPAIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA (TCI).
O MISMECDF ESTARÁ PRESENTE AMPLIANDO A REDE E FORTALECENDO AS RELAÇÕES HUMANAS
NO MESMO DIA por MARIA EMÍLIA BOTTINI
NO MESMO DIA
Maria Emília Bottini[i]
Dia desses ouvi sobre uma
quadrilha que fora presa, pois assaltava condomínios de luxo em vários estados
do país com ramificações na América Latina. Atuavam há mais de quinze anos e
roubaram o equivalente a cinco bilhões de reais. Nem consigo imaginar tal
quantia, afirmo que não sou boa de números, mas tenho uma boa noção de que seja
uma pequena fortuna. O grupo chegou a abrir um restaurante em São Paulo para
legalizar o dinheiro do roubo, também penhoravam algumas jóias, roubadas, em
bancos. Há ousadia em nos desafiar nesse comportamento, reflexo da crença na
impunidade e ineficiência do poder repressivo.
O que me chamou a atenção na
notícia nem foi o montante roubado, pois atualmente banalizamos milhões,
bilhões com certa facilidade. Causou-me certo espanto foi o relato de que de uma
das mansões assaltadas foram subtraídas algumas bolsas femininas, aquele objeto
em que carregamos nossos badulaques. Pois bem, o preço de uma das bolsas
roubadas é de R$ 60.000,00. Seria de ouro, de diamante? O que justifica tal
valor? O detalhe é que na mansão assaltada foram furtadas três bolsas, totalizando
o pequeno valor de R$ 180.000,00, ou seja, o equivalente a um imóvel ou até
dois imóveis dependendo da região do país.
No mesmo dia, no final da
tarde fui à academia como tenho feito, religiosamente, quase que todos os dias,
afinal a saúde do corpo precisa de cuidados. Sai do carro e caminhei um pouco.
No percurso passei por um grande supermercado que tem vários containeres na
parede lateral utilizados para depositar lixo. Como passo com certa frequência
no local, vejo muitos pães e outras comidas desperdiçados nos arredores desse
local.
Isso me incomoda porque fui
educada para não colocar comida fora e considero desrespeitoso quando muitos
ainda não fazem uma refeição ao dia, que dirá três.
Quando cheguei próximo do
lixo, vi três mulheres a vasculhá-lo. Procuravam restos de comidas para si e
quem sabe para algumas bocas famintas que as aguardavam, com certa ansiedade e
esperança, pois naquele final de dia teriam algo para enganar o estômago vazio.
Não pude deixar de lembrar
Manuel Bandeira com seu poema O Bicho (1947).
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Eu apenas mudaria o final
desse poema para dar a ele a atualidade do fato presenciado, “o bicho, meu
Deus, eram mulheres”.
Poema clássico, que
sobreviveu ao tempo de setenta anos. O poema chegou à terceira idade e não
envelheceu em seu conteúdo, continua a denunciar nossa realidade vergonhosa e
doída de se ver, de que alguns vivem das sobras dos que muito tem e que com
frequência até se permitem desperdiçar.
Que dia! Pensei comigo,
enquanto algumas mulheres possuem bolsas de valores astronômicos outras
revolvem lixos da capital para sobreviverem. Esse é o mundo habitado e
conduzido por seres que se autodenominam ‘civilizados’. O que seria do Planeta
se não fôssemos indivíduos dotados de inteligência? Será mesmo que temos
consciência de que estamos de passagem? De que a finitude nos espreita? Será
que a fome no estômago dos desafortunados dói menos? O frio é menos frio? A dor
é menos intensa?
Está difícil de acreditar que
a humanidade ainda conseguirá se humanizar. É urgente colocar-se no lugar do
outro. Façamos a experiência de ficarmos um dia sem comer. Talvez isso nos
torne mais solidários, compreensivos e entendamos um pouco aqueles que, para
não morrerem de fome, buscam no lixo seu sustento. Afinal, o único bem que
realmente temos é a vida.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
ILUMINAR O AMOR COM MARIA EMÍLIA BOTTINI
imagem net
ILUMINAR O AMOR
Maria Emília Bottini[i]
Minha
escrita de hoje é para pensarmos na vida. Muitos já passaram pela experiência
de ter o corpo acometido por um câncer ou mesmo algum familiar. Essa doença,
atualmente, afeta grande número da população e chega-se a pensar que não há
interesse da ciência na erradicação dessa moléstia, pois a doença gera lucros,
por veze maior que a saúde.
Com
isso, quero dividir com vocês um pouco da história de uma pessoa incrível que
luta pela vida. Tenho uma amiga que admiro profundamente, seu humor é sua
marca, quando estou com ela o riso é fácil, mas as lágrimas também se fazem
presentes. Ela tem câncer em seu corpo minúsculo e frágil, mas seu interior
carrega um mulherão com forças avassaladoras que deixa muitos de nós recolhidos
na insignificância.
Sua luta
contra o câncer tem algum tempo, foram muitas quimioterapias, já passam de
quarenta. Confesso que por vezes não sei de onde tem retirado forças. Ela mesma
se questiona sobre isso. Afirmo a ela que é para além do corpo casando, ferido
e maltratado pela doença, seus recursos brotam de seu interior, forjados ao
longo do seu viver.
Estudei
a temática da morte para entender a vida e pensei muito sobre emprestar-lhe
alguns livros de Elizabeth Krübler-Ross, pioneira nos estudos de tanatologia.
Além de pensar, separei três livros que me pareciam adequados que ela os
conhecesse, deixei-os na estante para em um algum momento falar-lhe deles.
Não
demorou e recebi sua visita em minha casa. Nessa ocasião achei oportuno falar-lhe
sobre esta grande autora e seus escritos. Minha amiga só me olhava e dizia “Eu
não acredito, não acredito”. Alguém de sua relação lhe havia sugerido a leitura
Krübler-Ross naquele dia. Sincronicidade? Acaso? Coincidência? Não sei. O fato
é que assim aconteceu e os livros partiram com ela naquela noite.
O tempo
passou e em fevereiro entregou-me quinze páginas escritas frente e verso. Ao
chegar em casa me envolvi com algumas atividades, mas não poderia dormir naquela
noite sem ler o que havia nos manuscritos. Havia observações, desenhos,
dúvidas, perguntas, reflexões e conversas com a autora de “Os segredos da vida”,
que trata das lições que devemos aprender antes de morrer, sensivelmente regado
a exemplos ricos em sabedoria e delicadeza.
Ao
finalizar a leitura entendi que este livro havia penetrado o seu DNA,
entranhado sua alma, então minhas lágrimas floresceram. Não me contive e gravei-lhe um áudio no calor
das minhas emoções de receber esse presente-vivo. Emprestei-lhe livros e ela me
devolveu vida, sua vida, sua trajetória, sua música, seus alunos, sua história
bonita e sofrida. No áudio a questiono sobre qual seria a lição que precisava
aprender antes de partir.
Minha
amiga não me retornava, fiquei um tanto preocupada, queria um retorno imediato,
por vezes é preciso esperar o tempo, visto sua saúde ser frágil.
Também
gravou um áudio em que agradecia a experiência e a oportunidade de ter
conhecido Elizabeth, agora já eram íntimas e que a lição que mais precisava
aprender era a do amor. Ouvi o áudio e passei a mão em um bebezinho que me
acompanha em muitas atividades. Nos encontramos no grupo de yoga que fazemos
nas terças e quintas. Grupo que tem uma instrutora cuidadora de nossos corpos,
mas também de nossas almas.
Nesse
dia a lição do amor foi aprendida com mais propriedade, com o bebezinho em seu colo
nos contou de sua menina, de suas marcas na adolescência, da anemia plástica aos
quinze anos, do transplante de medula, das manchas que o corpo recebeu para
todo o sempre, da autoestima abalada, da faculdade no Rio de Janeiro, das aulas
de biologia, da professora que se aposentou antes do tempo pelo câncer, da música
que invadiu sua alma com a flauta... Contou-nos do sentir falta de amor algumas
vezes, das diferenças, das dores que o câncer lhe trouxe, da dificuldade de
entender alguns cuidados...
Enfim,
dividiu conosco a dor e o prazer de ser quem é.
Minha
amiga falou, falou, falou... Nós que participamos desse momento fomos
escuta(dores) da mulher guerreira, batalhadora e de uma intensa luta pela vida
que se abriga em seu corpo marcado pelo câncer, características que desconheço
em muitos corpos saudáveis que cruzam meu caminho.
Ao final
desse momento de yoga-terapia enchemos balões coloridos com o amor.
Optamos
por não estourar os balões, mas sim carregá-los conosco e espalhá-los por onde
estivéssemos.
Os balões
foram iluminados o que trouxe luz ao amor. Talvez tudo o que precisamos fazer
em uma vida finita seja iluminar o amor para que ele siga para além de nós
mesmos quando aqui não estivermos mais.
[1]Psicóloga da Clínica Ser
Mestre
em Educação pela Universidade de Passo Fundo (UPF)
Doutora
em Educação pela Universidade de Brasília (UnB)
Autora
do livro No cinema e na vida: a difícil arte de aprender a morrer
quinta-feira, 6 de abril de 2017
RODA DE TERAPIA COMUNITARIA INTEGRATIVA (TCI) - PARCERIA SEJUS/MISMECDF
MORADORES DE ITAPOÃ PARTICIPAM DE RODA DE TERAPIA INTEGRATIVA PROMOVIDA PELA SEJUS/MISMECDF
Moradores de Itapoã e servidores da administração participaram da Roda de Terapia Integrativa promovida pela Secretaria de Justiça (Sejus). O encontro aconteceu nesta terça-feira (4), pela manhã, na área externa do edifício sede da administração. Vinte pessoas participaram da atividade. O objetivo do programa é auxiliar a prevenção ao uso de drogas e a superação da dependência.
A ação é muito importante para a comunidade. Com a terapia é possível integrar profissionais e pessoas que necessitam de atendimento. A realidade local torna-se um foco importante. Essa visão estratégica possibilita a criação de alternativas de combate ao uso de drogas e ajuda o Estado e a família a construírem ações que tragam melhorias para os atendidos.
As facilitadoras da Roda Integrativa foram as terapeutas Helenice Figueiredo e Iolanda Santos. A servidora da administração e terapeuta comunitária, Iza Sousa, também auxiliou a atividade.
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