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Nova Diretoria do Mismec DF - Biênio 2017-2019











O MISMEC-DF realizou em  São Paulo workshop de Terapia Comunitária Integrativa, fruto da parceria com o Instituto Lina Galvani. Trabalho realizado pelas terapeutas comunitárias Helenice Figueiredo e Regina Melo. O Instituto Lina Galvani tem como linha de trabalho evidenciar o potencial dos atores locais, para que percebam o seu papel no desenvolvimento da comunidade. Por isso, ao invés de fazer pelo outro, tem como princípio fazer com o outro, visando à autonomia e ao fortalecimento local, guiando o processo de crescimento de maneira singular, desenvolvendo projetos que levam em conta as demandas, respeitando as características específicas de cada região.
http://www.linagalvani.org.br/

EQUIPE LINA GALVANI
 
DINÂMICA DA LAURA - Sobre PFREIRE

VIVENCIA CENTRAMENTO - AQUECIMENTO
 
HP - LP

CERTIFICAÇÃO

INTEGRAÇÃO
 
Agradecemos a todos que participaram e contribuíram para o sucesso do workshop.
 
"Obrigada ao MISMEC-DF por aceitar o desafio e abrir espaço para que mais pessoas pudessem conhecer a TCI e sua força". Cecília Galvani
 
"Foi um lindo trabalho com pessoas maravilhosas! Agradeço e parabenizo o Instituto Lina Galvani pela possibilidade, e a minha amiga Helenice Figueiredo pelo compromisso, coragem e companheirismo! " Regina Melo
 
O QUE É???
Instituto CAIXA SEGURADORA
O Instituto tem o compromisso de alinhar seu portfólio de investimentos socioambientais aos propósitos corporativos e fortalecer a presença da Caixa Seguradora nos ciclos de conquistas dos jovens brasileiros. Realiza pesquisa, desenvolve programas para promover a sustentabilidade, a inteligência financeira, soluções coletivas e gerar ambientes favoráveis para a inovação.
O Instituto tem a vocação de incluir a juventude de territórios vulneráveis nesse mercado porque já identificou o grande capital social e a capacidade criativa e produtiva desse segmento populacional. Dessa forma, oferece oportunidade de qualificação, cria redes de colaboração e incentivar o empreendedorismo.
 
JOVEM DE EXPRESSÃO
O Programa Jovem de Expressão foi criado em 2007, a partir de uma pesquisa que demonstrou como a violência afeta a juventude. Sua tecnologia social uniu a promoção da saúde ao potencial criativo de jovens entre 18 e 29 anos e sua capacidade única de gerar respostas. O programa trabalha para evidenciar a inteligência advinda dos movimentos culturais da juventude e suas formas de convivências e transformações no mundo contemporâneo. As expressões culturais e de identidades são fundamentais para entender o papel da juventude nas transformações de consumo, produção e de novos arranjos produtivos. Dessa forma nosso papel é criar espaços, facilitar a colaboração e apoiar a geração de autonomia entre os jovens.
 
FALA JOVEM
O Fala Jovem é um espaço de expressão e debate dirigido aos participantes do Jovem de Expressão. É um momento em que os integrantes do programa param para falar e ouvir. São espaços livres de estereótipos, julgamentos ou segregações, onde ele pode se expressar sem se sentir coagido, pressionado ou condenado. As rodas de conversa são realizadas periodicamente durante as oficinas.
RUAS
Para promover a transformação social da juventude que vive nas periferias do Distrito Federal foi criada a R.U.A.S – Rede Urbana de Ações Socioculturais, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). A R.U.A.S acredita que a mudança no meio social em que o jovem está inserido é possível somente a partir da ocupação dos espaços públicos para a prática de atividades saudáveis e lúdicas, das manifestações artísticas, da cultura urbana, música, dança, esportes, educação, comunicação comunitária, empreendedorismo social. ​Sendo os jovens o futuro do país, é fundamental pensar e discutir políticas públicas que assegurem direitos, atendam às necessidades, promovam possibilidades e ofereçam subsídios para a juventude se expressar, experimentar, aprender e desenvolver todo o potencial que possui. A R.U.A.S defende que a rua é, sim, um local de vivência, convivência e permanência saudável, por isso procura extrair o que de melhor e positivo ela tem a oferecer.

A Rede respeita o jovem e o vê como um cidadão em formação que pode e deve emergir como agente de direito, forte, ativo, que precisa ser incluído no meio social. Não a partir de assistencialismo, somente, mas da equidade de gênero e de oportunidades, de liberdade, equilíbrio e justiça social. Partindo desta concepção e premissa, promove o empoderamento juvenil, unindo trabalho social de base e produção de eventos com foco na cultura urbana.
 
Oficina de cuidados e Terapia Comunitária com a equipe de educadores do Programa Jovem de Expressão, preparando para o próximo ciclo de atividades do Programa que começa esse mês.


Aula inaugural - 15 de maio
 
 
oficinas ano 2017






 


PODER É A CAPACIDADE DE INFLUENCIAR
Maria Emília Bottini[i]


Reencontrei, após longos trinta e tantos anos, a Professora Noeli Gomes dos Santos, mestra nos idos da adolescência lá no Erechim (RS). Meu Ensino Médio foi no Instituto Barão do Rio Branco, uma escola anglicana. Essa escola hoje segue firme e forte com seus valores e com qualidade na educação, algo raro nos atuais dias de um país que ainda mantem índices sofríveis de analfabetismo e má educação.
A Professora Noeli era esposa do reverendo Almir da igreja Anglicana que está localizada ao lado da escola. Meu curso foi técnico em contabilidade, uma escolha justificada pelo medo de não poder continuar estudando ou mesmo não fazer faculdade, pois as condições econômicas da minha família não eram das melhores. O curso técnico me traria uma profissão e o sustento na fase adulta. Não sou boa em matemática, mas aprendi muito e fui até o final.
Fui aluna da Professora Noeli tão somente um ano, talvez um semestre, mas suas aulas tinham o propósito de nos fazer pensar; ela nos provocava fazendo perguntas inteligentes, ouvíamos músicas como: Pra não dizer que não falei das flores, Canção da América, Horizontes, Coração de estudante entre outras. Líamos textos de Frei Beto, Rubem Alves e Leonardo Boff.
Eu fazia capa para os trabalhos que lhe entregava. Um deles foi sobre menores abandonados, esse marcou na memória do vivido. Sempre gostei de arte, lembro de coletar uma imagem de um garoto dormindo envolto em papelões, provavelmente no frio da capital gaúcha. Ao redor desta imagem colei vários rostos humanos, os picotei com as mãos, não usei tesoura. Não lembro o que desejava com tal imagem, mas rememorando me dou conta de que em mim já morava a crítica social que me acompanha até hoje.
Passaram-se longos anos desde então e ainda em nossas cidades brasileiras, crianças, adolescentes, adultos e velhos vivem nas ruas e muitos rostos a olhar a cena, assim como a imagem denunciava. Parece-me que algumas coisas se perpetuam e por vezes sem solução a curto prazo, talvez nem a longo. A música “Jornais” do grupo gaúcho Nenhum de Nós, denuncia “A calçada não é casa, não é lar, não é nada...Nada mais do que um caminho que se passa. A calçada não é cama não é berço não é nada”.
Era apenas a capa do trabalho, mas era muito mais que isso. Era minha forma de enxergar as coisas que estavam sendo trabalhadas nas aulas da professora que nos fazia refletir para além da disciplina de religião que sempre foi ecumênica, ou mesmo nos fazia discutir sobre problemas do Brasil com Organização Social e Política do Brasil (OSPB).
Depois da formatura, não a vi mais, soube que tinha se mudado para Brasília. Dia desses tentei encontrá-la. A reencontrei rapidamente nas redes sociais e em seguida pessoalmente, já não mora na capital, mas sim próximo dela.
Nosso abraço foi longo e demorado, nossa conversa ainda precisa de muitas horas para colocar em ordem o lapso de tempo que nos separou.
O que fica é a certeza de que um bom professor faz a diferença na vida de um aluno, o marca de forma positiva com seu exemplo, com sua trajetória e forma de pensar.
Noeli fez a diferença na minha vida, pois ao me ensinar pensar abriu possibilidades para que eu pudesse pensar meus próprios pensamentos e fazer meus próprios voos.
Gratidão é o meu sentimento por nossos caminhos terem se cruzado novamente.
Sigamos nossos aprendizados agora não mais como aluna e professora, mas na condição de amigas, que muitas lições pode nos ensinar, se desejarmos aprender.
 
[i]Psicóloga da Clínica Ser
Mestre em Educação pela Universidade de Passo Fundo (UPF)
Doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB)
Autora do livro No cinema e na vida: a difícil arte de aprender a morrer